Tue 4 Sep 2007
O clima é sempre quente no Oriente Médio

O aiatolá Ali Khamanei proferiu uma série de acusações contra a postura de George W. Bush, presidente dos Estados Unidos, dentre estas acusações a principal é tentar semear o ódio aos iranianos.
Ali Khamanei é o líder supremo do Irã e Bush disse em uma entrevista recente que este país tinha colocado a região “sob a sombra de um holocausto nuclear“.
Existe a suspeita de um programa secreto de desenvolvimento de bombas atômicas sendo desenvolvido por detrás dos panos no Irã, mas não existe certeza.
O Irã não é uma nação confiável e a tecnologia de fabricação de ogivas nucleares seria algo muito temeroso em suas mãos.
Mesmo com várias possibilidades de geração de energia o Irã vê na energia nuclear uma “saída viável”, mas o ocidente não é tão ingênuo a ponto de acreditar nisto e toma medidas para se precaver.
Os pedidos da ONU para que interrompesse seu programa nuclear foram ignoradas, a desculpa é geração de energia elétrica.
Enfrentar o poder norte americano é plataforma de campanha de muitos países da américa latina e arranca votos da muitos, vide o caso de Hugo Chávez, presidente da Venezuela.
Parece que a mesma técnica funciona em todos os lugares do mundo, muda o enfoque, mas o discurso é o mesmo, como mostra este trecho de um pronunciamento de Khamenei “A nação iraniana resistiu e vai resistir … Jamais vai se curvar à coerção na questão nuclear e em outros problemas“.
Existe, para complicar ainda mais, o caso das Guardas Revolucionárias do Irã, que devem ser classificadas pelos EUA como grupo terrorista. Estes grupos gozam de simpatia popular e será difícil desorganiza-la a não ser que fosse feito sob força militar.
As Guardas tem uma estrutura autônoma, diferente da estrutura militar, forte base ideológica e se considera guardiã da República Islâmica. Khamenei nomeou o radical Jafari para sua chefia, o que não é bom em questões diplomáticas.
Vendo a nova organização de seus inimigos históricos Israel aprontou um plano para reformular suas Forças Armadas.
São reformas necessárias, pois os inimigos amadurecem e uma contra partida é necessária. Israel sofreu grande desgaste com a guerra do ano passado no Líbano e teme um possível, mas não certo, enfrentamento futuro com Irã e Síria.
Israel utilizará para isto a ampliação para 3 bilhões de dólares anuais as linhas de crédito para fins de defesa de Israel.
Com um gasto de 10% de seu Produto Interno Bruto em suas Forças Armadas Israel é considerada a detentora da mais eficiente força do Oriente Médio, mas alguns casos frustrados mostraram a necessidade de reformulação.
Israel teme o programa nuclear iraniano e vê nisto uma verdadeira “ameaça existencial”.
Infelizmente o clima é sempre quente no Oriente Médio e qualquer fagulha pode fazer explodir uma nova guerra.
Uma guerra com extremistas de ambos os lados que em breve podem contar com armamentos nucleares é algo que o mundo deve temer, não só o Oriente Médio. Esta questão também é problema nosso.

6 September, 2007 as 2:02 pm
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