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Depois de uma seqüência de denúncias e constrangimentos públicos Renan Calheiros joga a toalha.

Infelizmente não foi algo como gostaríamos, pois o afastamento é temporário, para ser mais exato durarão 45 dias.

Sairá do foco da mídia para que seu processo caia no esquecimento.

Deve estar torcendo para que algum outro escândalo ou acidente ocorra para que seja esquecido de vez e as manobras possam ser feitas por debaixo do pano.

Além de denúncias de corrupção existe a pressão por parte de vários partidos para que pare de sujar o nome do Senado.

Infelizmente ele voltará a tempo para a votação da CPMF e para a presidência do Senado.

O governo somente fez força para seu afastamento, pois no xadrez do poder este passo para trás permitirá o avanço e a tomada da peça que almeja os governistas, a peça se chama CPMF.

Assumirá o primeiro vice-presidente, senador Tião Viana (PT-AC), que permitirá a continuação dos planos do governo.

Em seu pronunciamento de saída declarou, “O poder é transitório, enquanto a honra é um bem permanente, que não sacrifico em nome de nada“.

Ele é um senador licenciado, mas continua senador e continuará respondendo ao Conselho de Ética do Senado onde várias representações o aguardam.

Tenhamos esperança que a oposição impeça que esta perversão do mandato de senador não volte a nos envergonhar.