Thu 22 Nov 2007
Em uma decisão, que considero acertada, o governo colombiano põe fim à tentativa de Hugo Chávez de ser mediador entre o governo oficial da Colômbia e o grupo guerrilheiro intitulado FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
O Show Man venezuelano estava, para variar, se intrometendo em assuntos que não lhe dizem respeito, contrariando seus principais argumentos quando existem críticas internacionais ao seu método de governo, a autodeterminação e autonomia das nações.
O governo da Colômbia via com maus olhos esta “intromissão” venezuelana em assuntos internos, mas na tentativa de continuar uma boa relação resolveu conceder carta “branca” a Hugo Chávez, mas dentro de algumas condições.
A principal condição foi justamente que Hugo Chávez não deveria ter contato diretamente com o alto comando militar, evitando assim quebra de autoridade do governo colombiano.
Esta diretriz não foi seguida o que proporcionou a desculpa necessária para encerrar esta mediação nada conveniente.
Não é de se admirar que o governo colombiano não deseje contato direto entre um governante tão instável como Hugo Chávez com seu principal grupo opositor, afinal, porque ele teria tanto interesse neste assunto?
O foco principal das negociações era a libertação de reféns em troca de guerrilheiros membros da FARC que são prisioneiros. Em números seria a troca de 45 reféns por 500 integrantes da FARC.
Em um comunicado Álvaro Uribe, presidente colombiano, explica o incidente, “Hoje, a senadora Piedad Córdoba (uma das mediadoras) telefonou ao comandante do Exército, general Mario Montoya, (…) e passou o telefone ao presidente Hugo Chávez, da Venezuela. O presidente Chávez fez ao general Montoya perguntas sobre os reféns seqüestrados pelas Farc“.
O descontentamento já vinha a algum tempo incomodando, tanto que a Colômbia havia dado o prazo de até 31 de dezembro para que Hugo Chávez tivesse resultados.
O encerramento oficial foi com o seguinte trecho, “Em conseqüência, o presidente da República dá por encerrada a mediação da senadora Piedad Córdoba e a mediação do presidente Hugo Chávez, a quem agradece a ajuda prestada“.
Alguns destes reféns estão há anos sob guarda da FARC que ainda não deu provas sobre a verdadeira condição dos seqüestrados e nem de que estão realmente vivos.
Sei que o assunto é delicado e temos que fazer o possível para ajudar, mas alguns tipos de ajuda acabam atrapalhando mais do que ajudando.

22 November, 2007 as 9:51 am
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