Wed 12 Dec 2007
Esta semana, na primeira de uma série de processos, Alberto Fujimori, ex-presidente do Peru, foi condenado a seis anos de prisão e ao pagamento de uma multa de cerca de R$ 240 mil reais por abuso de poder.
Em 2000 Fujimori se aproveitou da descendência japonesa e retornou a terra de seus ancestrais para fugir das acusações de corrupções.
Em 2005 retornou ao Chile para articular sua entrada na disputa para as eleições presidenciais de 2006 no Peru e foi detido. Depois de longo processo a Suprema Corte Chilena determinou sua extradição para o Peru.
Este novo processo surgiu por ter ordenado, sem autorização legal, a invasão e busca na casa de seu ex-chefe de segurança, Valdimiro Montesinos.
Esta invasão foi uma tentativa de recuperação e “limpeza” de dezenas de fitas de áudio e vídeo comprometedoras que incriminariam Fujimori em uma série de subornos e ameaças. O episódio ficou conhecido como “Valdi Vídeos”.
O julgamento foi tenso, mas se enganam que esta é a única das preocupações de Fujimori.
Hoje prosseguirá o julgamento por envolvimento na morte de 25 pessoas e no seqüestro de dois opositores durante o seu governo.
Este processo havia sido temporariamente suspenso depois de Fujimori ter se defendido aos gritos contra acusações e passado mal em uma crise de hipertensão.
O ex-presidente não aceitou as acusações pacificamente e se defendeu gritando, “rejeito as acusações totalmente, sou inocente“.
Os crimes de que Fujimori é acusado nesse processo ocorreram nos seus primeiros anos de governo, quando ele iniciou uma campanha contra o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.
A condenação de Fujimori mostra um grau de maturidade novo que a democracia peruana chegou, pois é o primeiro governante a ser preso por crimes cometidos durante seu mandato.
