Thu 14 Feb 2008
Uma nova disputa surge no contexto internacional envolvendo, novamente, Venezuela e Estados Unidos.
Na verdade seria uma disputa entre uma empresa norte americana e uma empresa estatal venezuelana, mas questões envolvendo a frágil relação entre as duas nações tornam-se extra-oficialmente questão de estado.
Os EUA apóiam a petrolífera americana Exxon-Mobil na disputa por acreditarem que uma compensação seja válida depois da saída da mesma do consórcio venezuelano na Faixa do Orinoco que foi atingido pela ondade “nacionalização” imposta por Hugo Chávez e seus seguidores.
Nas palavras de Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado Norte Americano, “Apoiamos totalmente os esforços da Exxon-Mobil de obter uma compensação justa por seus ativos, segundo o estabelecido nas leis internacionais“.
A disputa foi levada a vários tribunais internacionais para acerto da compensação pelas mudanças nas regras dos contratos firmados que eram pouco vantajosos a qualquer outra parte que não fosse a estatal venezuelana.
A estatal venezuelana PDVSA rompeu oficialmente relações com a Exxon-Mobil no que intitulou como “reciprocidade” frente à “agressão jurídica e econômica” que sofreu, mas para quem sabe ler nas entrelinhas este é o velho e sem criatividade discurso de Hugo Chávez para mascarar sua incompetência e falta de respeito a contratos.
Ocorre uma situação interessante, enquanto os Estados Unidos tentam evitar o envolvimento do governo na questão à Venezuela faz questão do envolvimento, criando assim mais uma questão delicada internacional e forçando os Estados Unidos a “amenizarem” a situação, favorecendo assim o lado venezuelano.
Nas palavras de Rafael Ramirez, ministro de Energia e Petróleo e presidente da PDVSA, “Estamos defendendo os interesses de nosso país, de nossa empresa nacional contra os interesses das transnacionais“, e continua “desrespeita uma decisão soberana” do Estado venezuelano de controlar seus recursos naturais e legislar sobre eles.
Ninguém contesta que um país seja soberano para tratar da utilização de seus recursos naturais, mas devemos lembrar que um país e, principalmente, empresas estatais tem o dever moral e jurídico de cumprir acordos firmados e caso não cumpra estará sujeito a ser processado e julgado como qualquer elemento que não cumpra acordos.
Hugo Chávez com sua costumeira posição de cachorro sem dentes apenas faz barulho e ameaças, mas deixemos bem claro que a Venezuela passa por uma crise econômica que esta sendo mascarada e a população sofre com falta de alimentos e gêneros básicos para sua sobrevivência.
No que tange a relação com os Estados Unidos a situação é mais estapafúrdia, pois a Venezuela fornece cerca de 11% do petróleo consumido pelos EUA, mas todos sabem que caso exista um corte neste fornecimento os norte americanos não terão dificuldade em suprir esta demanda, mas estes mesmos 11%de petróleo fornecidos para os EUA rendem mais de 55% do produto interno bruto da Venezuela o que causaria uma quebra total da economia Venezuelana caso os EUA resolvessem cortar laços com esta.
Hugo Chávez tem a síndrome do cachorro sem dentes e continua latindo e tentando morder a mão que o alimenta.

22 February, 2008 as 10:20 pm
Muito bom essa comparação do cachorro sem dente.