Brasil


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Em meio a ditadura de Augusto Pinichet (1973-90) houve uma série de operações que na verdade serviram para caçar e executar opositores do governo.

Esta semana o juiz chileno Victor Montiglio ordenou a prisão de 98 es-soldados e ex-agentes da polícia secreta chilena por envolvimento com a Operação Colombo.

A Operação Colombo foi a responsável pelo desaparecimento de 119 pessoas em julho de 1975.

A versão oficial do governo, na época, foi que a morte dos dissidetes se deu em um combate entre facções de esquerda fora do Chile.

O problema da versão oficial do governo é que existem documentos que provam o contrário e as investigações posterires levaram a descoberta de grande número de corpos, mas pelo menos 42 ainda não foram encontrados.

O juiz responsável defende que os desaparecdos sejam considerados, pelo menos, vítimas de sequêstro.

A defesa do coronel da reserva Pedro Espinoza diz que as acuzações de sequêstro são uma "ficção jurídica", em suas palavras, "Todo mundo sabe que essas pessoas deixaram de existir há muito tempo".

Será que pelo fato de terem desaparecido a muito tempo isto significa que não merecem que seja feita justiça?

Houveram mais de 3 mil mortes e mais de 300 mil exilados durante a ditadura Pinochet.

Os últimos tempos são de instabilidade na vida de torturadores e assassinos das ditaduras latino-americanas. O Brasil, infelizmente, é uma excessão.

Justiça Restaurativa

 

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Entre as práticas adotadas pela justiça como forma de tornar seu processo mais humano esta a adoção da Justiça Restaurativa, que foi tema de uma reportagem exibida ontem, dia 13/04/2008, no programa Fantástico, da Rede Globo.

Este programa foi desenvolvido e aprimorado nos Estados Unidos e cada vez mais esta sendo implantado em outros países, inclusive no Brasil.

Resumindo o programa coloca frente a frente vítimas e criminosos para colocar o famoso “pingo no i”.

Quando dizemos vítimas também podemos encaixar nesta categoria os parentes dos assassinados, etc.

É um confronto, olhos nos olhos, onde se discute violência, perdão, mas principalmente redenção de ambos os lados.

É um programa que causa polêmica e divide a sociedade, mas em certos aspectos pode representar uma drástica mudança de vida tanto do criminoso quanto da vítima ou de seus familiares.

Todos sabem como o perdão é importante para se superar um trauma e por vezes é necessário este “enfrentamento” para fazer com que a vítima ou seu familiar dê por encerrada esta etapa de sua vida.

O que acontece muitas vezes com os criminosos é que eles não vêem suas vítimas como seres humanos e sim como elementos em ocasiões específicas.

Um exemplo de como isto é prejudicial e pode ser combatido é na questão de seqüestros bem conduzidos onde familiares são incentivados a ir a público lembrar aos agressores que aquele elemento que esta sob sua custódia não é um mero objeto e sim um ser humano como eles que possui medos, traumas, fraquezas e sonhos. Um ser que tem uma história no passado e uma possibilidade no futuro.

Esta atitude simples reduz imensamente a possibilidade de ocorrerem agressões contra a vítima e no caso dos atingidos pela Justiça Restaurativa os faz perceber que magoaram e prejudicaram toda uma história familiar e pessoal e no futuro pode impedi-los que cometer o erro novamente.

Em muitos casos onde a vítima ou seu parente não estão em condições psicológicas de aproveitar a ocasião isto pode ser negativo, por isto o prazo para que isto seja feito não é fechado.

Um bom exemplo do que falo é que o pai de Gabriela, a jovem assassinada em uma estação do metrô do Rio de Janeiro declarou ao ver o rosto do assassino no dia de sua prisão. “Ele olhou para mim, olhou por alguns segundos no meu rosto, nos meus olhos, mas me olhou como se eu fosse um objeto.”.

Este trecho mostra como o bandido percebe a vítima e seus familiares como elementos e não como seres humanos.

Existem certas perguntas que precisão ser respondidas pela boca do criminoso para que sejam assimiladas pelas vítimas.

Quando eu saí do presídio eu saí mais aliviado. Aquele ódio que eu tinha acabou”, declarou o pai do menino Ives Ota depois que esteve frente a frente com um dos condenados pela morte do seu filho.

Em uma declaração o juiz Leoberto Brancher disse, “É um mecanismo privilegiado que dá ao infrator uma visão mais clara das conseqüências, da repercussão do ato que ele praticou. Para a vítima, é uma oportunidade de extravasar a carga emocional vivida pelo evento e com isso alcançar um alívio com relação a essa experiência”.

Além do obvio benefício de desafogar o sistema judiciário o mais importante é fazer o criminoso ver a vítima como uma pessoa igual e as conseqüências de seus atos, mas principalmente fazer um bem a quem tanto sofreu com seus crimes.

Acredito que nada melhor para encerrar que as palavras do pai de Ives Ota, “Quando você perdoa a pessoa, tudo muda na vida da gente. Aquele ódio que eu tinha acabou”.

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Em meio a um processo conturbado e polêmico a Bolíviaaprova” sua nova Constituição.

Foram aprovados 409 dos 411 artigos da nova Constituição.

Entre as aprovações esta o artigo sobre a realização de um referendo para decisão da continuidade, ou não, de Evo Morales.

Um ponto que já havia sido colocado em prática, mas não contava na carta magna é o dos hidrocarbonetos serem “propriedade” YPFB, estatal boliviana, e empresas petroleiras serem meras “prestadoras de serviços”.

Isto afeta diretamente os interesses da Petrobrás em território Boliviano.

Durante o processo de aprovação que foi feita “a toque de caixa“, como muito bem definiu a oposição, ocorreram várias irregularidades, como por exemplo, a mudança do local de deliberação para a cidade natal de Evo Morales e aprovação com menos do que o mínimo de constituintes exigido para aprovação da constituição.

Eram necessários 170 votos dos 255, mas contavam apenas com 164 aliados do governo.

Sobraram muitas polêmicas, como por exemplo, a não definição da capital constitucional do país, existe a disputa entre Sucre e La Paz, o que já provocou vários confrontos.

Duas questões ficaram para ser decididas em referendo popular, sobre a propriedade da terra e sobre o latifúndio.

Os conflitos tendem a se estender por mais tempo, pois cinco dos nove Estados que compõe a Bolívia pregam que não irão se submeter à nova carta magna.

Tiros em Caracas

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O Campus da Universidade Central da Venezuela, em Caracas, foi alvo de um ataque contra manifestantes contra a reforma constitucional pretendida por Hugo Chávez.

Os estudantes estavam chegando de um protesto pacifico que ocorrera no centro da cidade e foram recebidos a tiros por um grupo de homens encapuzados.

Houve muita correria e confusão entre os estudantes que não esperavam serem atacados desta forma.

Milhares de pessoas continuam indo as ruas para pedir adiamento do referendo do dia 2 de dezembro, para aprovar a reforma constitucional.

O primeiro ataque contra os estudantes desarmados deixou pelo menos oito feridos, sendo que destas duas foram baleadas.

Houve um segundo ataque onde partidários de Hugo Chávez passaram pela região de moto e fazendo disparos para causar tumulto e intimidar os opositores do governo.

A polícia nada fez, somente se manteve no local do protesto para evitar confrontos diretos e ninguém foi preso.

O ataque veio de algum grupo ligado a Hugo Chávez que deseja intimidar o povo para que a reforma passe no referendo e já mostra como será o tratamento depois que esta “mini-ditadura” começar.

Depois do referendo existe a grande possibilidade de presenciarmos a Venezuela entrar no que considero um “Estado Pouco Democrático”.

A maior prova da má intenção do presidente venezuelano é o artigo 337 da propensa nova constituição, onde é limitado o acesso à informação em caso de estado de exceção, mas existe também o problema da concentração de poderes e não alternabilidade na Presidência.

Infelizmente caminhamos para mais uma ditadura na América Latina, mas sinceramente havia pensado que estas deturpações em forma de governo haviam sido banidas de nosso continente.

Ahhh… havia esquecido de Cuba…

Crise energética à vista

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Novamente nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduz nosso país para outro acordo “furado” e pasmem, novamente, com a Bolívia.

Nossos países irão assinar mais um acordo que surgiu depois de quatro horas de reunião entre o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas e o presidente da estatal boliviana YPFB, Guillermo Aruquipa.

O fechamento do acordo irá ocorrer dia 12 de dezembro, em La Paz, e incluirá novos investimentos da Petrobrás em território boliviano.

Nas palavras de José Sergio Gabrielli: “Estamos avaliando como ampliar estes investimentos”.

Carlos Villegas completou dizendo: “Mas reiteramos a boa relação que existe entre os dois países e nossa decisão de ampliar a produção de gás e outras matérias na Bolívia, não só visando o mercado brasileiro, mas a atenção interna e as exportações em geral”.

Ambas as partes alegam uma boa relação, mas de fato isto não acontece, principalmente depois da quebra de confiança e de acordos propiciadas por Evo Morales desde o ano passado.

O Brasil enfrenta uma crise com a redução da oferta interna de energia e quando, segundo assessores do governo Morales, a Bolívia também precisa de investimentos para ampliar sua produção e resolver a falta do produto no próprio território.

São necessários investimentos externos, mas a nacionalização ocorrida ano passado deixou os investidores temerosos. Um assessor da Câmara de Hidrocarbonetos declarou: “O problema é que depois da nacionalização do setor, no ano passado, as 12 empresas petroleiras instaladas na Bolívia limita-se a produzir e a entregar essa produção à estatal YPFB. Não há ambiente para novos investimentos”.

Resumindo, a Bolívia não tem gás para suprir seu mercado interno e o Brasil esta querendo um novo acordo de fornecimento.

As indústrias bolivianas estão fazendo adequações porque a fornecimento de energia não é confiável e mesmo assim o Brasil insiste em acordos.

Se houvesse um rank de acordos com alto risco este acordo seria um dos primeiros da lista. É questão de tempo até começarem a surgir manifestações internas e Evo Morales fazer uma nova onda de medidas “cautelares”, retirando seu nome do foco e prejudicando acordos com outras nações.

Afinal, o acordo com a Argentina não esta sendo cumprido e é questão de tempo para que o nosso também entre na lista.

Acordos mal costurados, falta de autoridade e respeito mútuo são as principais causas de problemas entre as nações, e novamente estamos sendo conduzidos a esta realidade.

Faltou algo

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Em uma declaração o presidente da FIFA, Joseph Blatter, desmente que a instauração de uma CPI no Brasil possa ameaçar a candidatura do Brasil como sede da Copa de 2014.

A CPI servirá para investigar casos de irregularidade no futebol nacional, como por exemplo, o caso do Corinthians e a "transferência de dinheiro para o exterior, como no caso Tevez".

O assunto ainda esta em debate e a FIFA garante que não terá influência sobre o processo da candidatura do Brasil, mas Ricardo Teixeira, presidente da CBF afirma o contrário, talvez na tentativa de desincentivar possíveis investigações.

Existe grande possibilidade que o Brasil seja sede, principalmente depois de uma declaração de Blatter que afirmou "não haverá perdedores".

Ainda existe uma votação com os 24 membros do Comitê Executivo da FIFA que trará o resultado tão esperado.

O protocolo é o seguinte para a decisão, que irá ocorrer em Zurique, primeiro haverá uma apresentação e defesa da viabilidade por parte dos representantes brasileiros que deve durar 30 minutos e depois o comitê se reunirá durante uma hora e depois proferirá o resultado final.

Blatter afirmou anteriormente que "faltou algo" à candidatura brasileira, mas não entrou em detalhes.

A grande verdade é que a candidatura única do Brasil como sede da Copa incomodou muito a direção da federação, a falta de competição fez com que eles aproveitassem este evento para lançar mão de uma artimanha que já devia estar planejada há muito tempo e foi "uma motivação para abrir o processo a outros países".

Em 2018 qualquer país poderá se candidatar, exceto países dos continentes que sediaram os dois torneios anteriores, África e América do Sul.

O fim do revezamento de continentes irá prejudicar países em desenvolvimento que desejem sediar o evento, pois não poderão competir em pé de relativa igualdade com países do primeiro mundo.

O Brasil mostrou com os Jogos Pan-americanos seu potencial de organização para grandes eventos e o país do futebol ser a sede do maior evento é algo que o mundo inteiro espera.

Resta saber se os interesses financeiros por detrás do evento permitirão que a vontade dos torcedores do mundo inteiro se concretize.

Acredito que seremos a sede de 2014, mas política e futebol as vezes nos surpreendem.

FMI e o progresso

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Logo depois de uma reuni~~ao com o FMI, nosso ministro da fazenda, Guido Mantega, declarou “O dinossauro se moveu“, em uma referência a proposta feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) de fatiar 10% da participação na instituição entre os países em desenvolvimento, que somam 185 países.

Não é o cenário ideal, mas já mostra alguma mobilidade no sempre conservador pensamento da instituição.

Esta proposta representa maior poder para os países em desenvolvimento, mesmo vindo lentamente e depois de uma sessão de críticas ferrenhas ao antigo sistema.

Em outra faceta desta reunião que ocorreu em Washington surgiu à idéia de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha maior peso na fórmula de participação dos países.

Com o rebuliço criado pelo setor imobiliário Norte Americano os países emergentes conseguiram reverter em ponto positivo a reunião com o FMI, mostrando que os eixos de poder não são tão sólidos como se pensava.

Países membros do G-20 ajudaram a manter o equilíbrio frente à derrocada do mercado imobiliário estadunidense e tem papel importante no que tange as finanças internacionais.

Em novembro o Brasil assumirá a presidência do G-20 e pretende fazer um “upgrade” no G7 e criar talvez um G12 ou G13 para incluir economias mais estáveis de países emergentes como, por exemplo, Brasil, China e Índia. Esta proposta inclusive é defendida pelo governo Alemão, mas olhada com desagrado por outros membros do G7.

O mundo é dinâmico e precisamos ter flexibilidade para nos adaptar as novas circunstâncias que surgem em nosso caminho.

Com as instituições ocorre o mesmo, a modernização é algo fundamental para continuar cumprindo suas metas frente às mudanças que ocorrem nos diversos cenários em que trabalha.